“Não tenho experiência.” A frase trava a candidatura. O conselho que mais se salva no feed: publique dashboards num link estável e coloque no currículo. Funciona melhor que certificado solto — se o dashboard contar uma história.
Em sala, na Escola Habilidade, a gente vê o outro extremo também: dez prints bonitos sem pergunta de negócio. Recrutador não contrata cor. Contrata alguém que limpa base, monta indicador e explica o “e daí?”.
O que as vagas Jr realmente listam
Olhando anúncios de analista Jr e estágio de analytics, o combo se repete:
- Excel avançado
- Power BI (ou similar) e construção de indicadores
- Interpretar dados e comunicar para liderança
- Manter e evoluir relatórios
Note o que quase nunca vem primeiro: “saber 15 ferramentas”. Vem decisão e clareza.
Três projetos que funcionam sem emprego na área
- Vendas (comércio fictício ou dados abertos): faturamento, ticket médio, produto que puxa margem.
- RH ou operações: absenteísmo, tempo de ciclo, gargalo — com definição de métrica escrita.
- Marketing simples: campanha, custo, conversão, o que cortar e o que escalar.
Em cada um, deixe visível: fonte dos dados, o que foi limpo, a pergunta que o gráfico responde e o que você recomendaria. Nos testes de sala, o aluno que escreve a recomendação em três frases claras se destaca do que só empilha gráfico 3D.
O link único (sem tutorial de git de 40 páginas)
A ideia não é “virar dev”. É ter um endereço estável:
- Página com seus dashboards (GitHub Pages ou publicação do Power BI, conforme a conta).
- README em português: quem você é, o que cada projeto responde, stack usada.
- Mesmo link no currículo, LinkedIn e e-mail de candidatura.
Se o embed falhar, um PDF bem feito + prints + arquivo .pbix organizado ainda é melhor que nada. O princípio é o mesmo: provar, não só declarar.
Erros que queimam o portfólio
- Gráfico 3D inútil e zero pergunta de negócio.
- Base suja escondida atrás de cor bonita.
- Copiar dashboard de tutorial sem mudar o contexto.
- Dez projetos medíocres em vez de três fortes.
Como contar a história de um dashboard em um parágrafo
Modelo que funciona em entrevista: contexto (de onde veio a base), limpeza (o que estava errado), métrica (o que mede), achado (o que surpreendeu) e ação (o que faria a liderança). Cinco frases. Sem jargão.
Quem não consegue escrever esse parágrafo ainda não entendeu o próprio projeto — e o gráfico sozinho não salva.
Conclusão
Experiência importa. Mas a porta de dados júnior se abre mais fácil para quem chega com prova de trabalho do que para quem chega só com medo e lista de cursos. Monte o link. Conte a história. Deixe o gráfico defender a vaga.
No curso de Analista de Dados com IA o objetivo é base + material para mostrar. O caminho de planilha sólida continua no Excel Avançado e BI.
